quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

HOMOFOBIA

HOMOFOBIA

Na década de cinqüenta éramos uns sessenta moleques freqüentadores do Lago de São Benedito. Brincávamos de tudo e brigávamos por qualquer coisa e o motivo mais comum de se começar uma briga era chamar outro de viado. Isso era ofensa sem perdão.
Hoje fico pensando porque a gente ficava tão bravo em ser chamado de viado e a razão é simples: A gente tinha como certeza o fato que relação sexual se faz com mulher.
Nossos pais ensinavam assim, a madre, no catecismo, ensinava assim.
José, Maria, Jesus. Meu pai, minha mãe, eu. Homem, mulher, filho. Assim fui educado.
Essa regra não mudou. Para se gerar um filho ainda é necessário a participação de um homem e uma mulher. Tudo bem, pega-se o óvulo – de um homem - e insemina-o num útero – mulher. Pode ser que no futuro seja desenvolvido um óvulo a partir de um fragmento de pele – feminina ou masculina -, o qual será inserido em um tubo que substituirá o útero e daí nascerá uma criança. Poderá ser assim, mas por enquanto não é.
Ainda é a mulher que pari e amamenta. Desconheço a existência de um homem que faça essas duas coisas. Assim, a família ainda é composta de HOMEM X MULHER.
Não se pode confundir preferências sexuais com formação de família.
Vivemos sob a censura dos guardiões dos direitos humanos e vigiados pela patrulha do politicamente correto e ai de mim se falo alguma coisa que contrarie o que essa minoria pensa. Imediatamente serei processado por homofobia.
Não sou a favor da união se sexos iguais, porém jamais vou me indispor com quem quer que seja por causa disso. Cada um é dono de suas decisões e de suas preferências. Agora o que não admito, é alguém me execrar porque não comungo com isso.
Chegamos ao ponto de, o projeto de lei que foi encaminhado ao congresso – parece que vai voltar à estaca zero – reza que eu não poderia demitir uma pessoa que tivesse preferências sexuais diferentes da minha. Ora, ora, ora! Quer dizer então que tenho que aceitar dentro de minha casa uma pessoa que contraria a orientação educacional que dou aos meus filhos? Tenho que aceitar dentro de minha empresa uma pessoa que subverte a filosofia que imprimo? E não estou dizendo que minha linha educacional seja a correta e sim defendendo o meu direito de educar meus filhos como melhor achar.
Eu tenho como obrigação não ofender uma pessoa homossexual e ela têm como obrigação me alertar, por ocasião da contratação, de suas preferências sexuais. Não é assim que funciona a democracia e os direitos humanos: igualdade para todos?
As leis vão sendo criadas e a sociedade vai se dividindo em glebas e cada um viverá dentro de sua área. Qualquer deslize que alguém de cá, fizer contra alguém de lá, será motivo de processos judiciais com disputas longas e caras nos tribunais. As pessoas vão se tornando ermitãs. Vão se isolar com medo de ofender alguém só com o olhar e ser punido por isso.
Como as coisas estão caminhando, breve teremos a lei contra gordo fobia, carecofobia e outras fobias mais.

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